A legionella - ou doença do legionário - ficou conhecida devido a um incidente numa convenção da Legião Americana no Hotel Bellevue Stratford, na Filadélfia, em 1976, data em que 34 participantes morreram e 221 contraíram uma pneumonia grave por causa de uma bactéria identificada como legionella pneumophila.

Esta bactéria reproduz-se na água - podendo existir em reservatórios naturais, como lagos e rios, ou reservatórios artificiais como sistemas de água doméstica, quente e fria, humidificadores e torres de arrefecimento de sistemas de condicionamento de ar, piscinas, jacuzzis, instalações termais e outros locais onde com facilidade se libertam aerossóis - e não é transmissível de pessoa para pessoa, como afirmou Francisco George este sábado. A legionella pneumophila transmite-se através da inalação de gotículas de água, invisíveis a olho nu e alojadas em sistemas de refrigeração ou aquecimento e duches, com falta ou má manutenção.

Após a inalação desta bactéria, podem ter origem infeções como a Febre de Pontiac - forma menos severa, sem pneumonia, semelhante a uma gripe - ou a Doença do Legionário - forma mais grave, com pneumonia, podendo evoluir para uma pneumologia grave e que necessita de tratamento farmacológico.
 

Os sintomas e consequências da legionella agravam-se caso a pessoa infetada pela bactéria tenha comportamentos de risco - como tabagismo ou doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) -, tenham idade elevada, transplantes ou sofram de imunossupressão. Essas complicações tem mortalidade de cerca de 10% em pacientes com boa imunidade e de 80% em pacientes com imunidade baixa.

A prevenção da contaminação das águas faz-se através da adição de cloro contínua a longo prazo ou da elevação da temperatura da água para temperaturas entre os 60 e os 70 graus.