O Governo mandou reabrir 72 dos 236 postos de vigia das florestas, na sequência dos incêndios dos últimos dias, anunciou o Ministério da Administração Interna, nesta terça-feira, em comunicado.

Foi, igualmente, anunciado o "alargamento dos contratos de meios aéreos até ao final do mês de outubro", estando disponíveis atualmente para o comante aos incêndios "dois aviões pesados, dois aviões ligeiros e oito helicópteros médios", aos quais se juntam a frota do Estado composta por "três helicópteros ligeiros e três pesados".

A notícia da reativação da "Rede Primária de Postos de Vigia da GNR" surge no mesmo dia em que foi noticiada a ausência de vigilância nas florestas desde 1 de outubro.

"Os 72 postos desta rede estarão em funcionamento do dia 11 ao dia 31 de outubro", indica o MAI, que no final de setembro anunciou o prolongamento da fase crítica de incêndios.

A tutela respondeu, ainda, por escrito às acusações de que não terá acautelado os meios de vigilância e combate a incêndios na sequência do calor que se faz sentir em Portugal, esclarecendo que "o dispositivo dos bombeiros, que integra a Fase Delta do DECIF 2017, foi reforçado com mais 820 operacionais, o que corresponde a um total de 2763 operacionais dos Corpos de Bombeiros". "Ao nível do total de operacionais ao serviço do DECIF, a Fase Delta conta nesta altura com cerca de 6400 elementos."

Em comunicado, o MAI indica, também, que os "Grupos de Reforço distritais foram reforçados e são ativados face às necessidades operacionais", bem como a constituição de "Pelotões de Militares, os quais estão a ser acionados sempre que necessário".

Os 72 postos de vigia são em número idêntico aos que estão a funcionar durante a fase ‘Delta’ de combate a incêndios, que decorre entre 15 de maio e 30 de junho.