Uma operação internacional, que contou com a colaboração da PJ Portuguesa, a Polícia Nacional Espanhola, a Força Aérea e Marinha Portuguesa, apreendeu duas toneladas de cocaína - com o valor comercial de 62 milhões de euros - a bordo de duas embarcações portuguesas ao largo de Peniche, confirmou fonte policial à TVI24.

“A PJ, através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE), em articulação com o Cuerpo Nacional de Polícia, de Espanha, desenvolveu uma investigação que culminou com a localização e interceção de uma embarcação pesqueira de pavilhão português, que transportava uma grande quantidade de cocaína para uma organização criminosa galega”, afirma a polícia de investigação em comunicado.

Segundo a mesma fonte, no âmbito da operação a PJ deteve cinco pessoas, um português e quatro estrangeiros e froam apreendidas as duas embarcações, um pesqueiro e uma lancha rápida.

Já a Polícia Nacional Espanhola desmantelou a organização galega a quem a droga se destinava e fez 10 detidos.

“Na sequência desta intervenção da PJ, as autoridades espanholas desenvolveram uma operação policial na Galiza, Astúrias e Madrid, tendo detido dez elementos pertencentes à mencionada organização criminosa”, adiantam.

Investigação 

A investigação começou há mais de um ano. Numa conferência de imprensa com os responsáveis do combate ao tráfico de droga de Portugal e Espanha foi também explicado que a droga teria proveniência colombiana e que a embarcação de pesca foi intercetada a 20 de agosto, tendo desde aí decorrido a restante investigação, que culminou em 15 pessoas detidas, 12 atualmente em prisão preventiva.

Segundo Joaquim Pereira, da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, e que é citado pela Lusa, as investigações indicam que a droga deveria de ser levada para outro barco ainda em território nacional e que o primeiro destino seria Madrid. E que tem sido comum que organizações criminosas adquiram pontualmente embarcações de pesca em Portugal.

Eloy Qirós, da polícia nacional de Espanha, entidade que iniciou a investigação, disse estar seguro de que o “círculo foi fechado” e que estão presos os membros do grupo.