A greve aos turnos extraordinários dos trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem uma adesão de “zero por cento”, diz a entidade em comunicado, divulgado hoje.

“Todos os operacionais do INEM escalados para os turnos regulares ou de trabalho extraordinário, desde dia 6 de agosto, encontram-se em plena laboração, verificando-se uma percentagem de adesão à greve de 0%”, afirma-se no comunicado do INEM.

A greve às horas extraordinárias foi convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), que a agência Lusa tentou contactar para pedir um comentário, mas que não foi possível.

Os trabalhadores, segundo um comunicado recente da Federação, querem uma carreira profissional mais digna e “uma justa transição para a nova carreira” de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH), além de uma aplicação efetiva das 35 horas, o pagamento do trabalho extraordinário, o recrutamento de novos trabalhadores e “condições de trabalho dignas”.

A Federação também disse que a greve, até ao fim do ano, acontece num momento em que o INEM tem visto os meios diminuírem ao longo dos anos.

Segundo o comunicado do INEM, desde que começou a greve e até hoje, a percentagem de adesão é de zero por cento e todos os meios de emergência no norte, no centro e no sul estão operacionais, “incluindo os turnos em que tem sido necessário recorrer a trabalho extraordinário”.

O INEM esclarece ainda que o socorro era assegurado a 31 de dezembro do ano passado por 614 meios, aos quais se soma atualmente uma nova Ambulância de Emergência Médica em funcionamento em Quarteira, e o reforço sazonal no Algarve (mais um motociclo de emergência médica em Portimão e três Ambulâncias de Socorro do INEM, nas delegações da Cruz Vermelha Portuguesa de Armação de Pêra, de Tavira e de Albufeira).

A estes meios, o comunicado “junta” “mais duas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação, que iniciaram este ano atividade no Hospital Fernando da Fonseca (Amadora/Sintra) e no Centro Hospitalar Barreiro/Montijo”.

Garante-se no comunicado que atualmente o INEM tem 621 meios de emergência, aos quais se juntam “várias Ambulâncias de Emergência Médica e Ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (em número variável) que, nos últimos dias, estão empenhadas no apoio ao dispositivo de combate aos incêndios florestais e às populações afetadas”.

Quanto a recursos humanos, o INEM tinha há um ano 181 Técnicos Operadores de Telecomunicações de Emergência e 748 Técnicos de Emergência, tendo agora 222 Técnicos Operadores de Telecomunicações de Emergência e 809 Técnicos de Emergência.

Estes profissionais encontram-se, desde dia 05, na lista de transição para a nova carreira de TEPH, diz o INEM, que “assegura que a população portuguesa tem e continuará a ter um serviço de emergência médica de qualidade”.

O INEM é o organismo do Ministério da Saúde que coordena o funcionamento no continente de um sistema integrado de emergência médica. Tem como duas das principais tarefas a prestação de socorros no local de uma ocorrência (um acidente de viação por exemplo) e o transporte assistido de vítimas para o hospital.