O Movimento de Professores Precários defende a suspensão da saída das listas de colocação de docentes até que sejam verificados todos os casos de exclusão e defende que há casos de exclusões sem verificação de dados.

Há casos de exclusão devido a denúncias de colegas e a DGAE [Direção Geral de Ação Educativa] excluiu as pessoas sem verificar todos os elementos, sem contactar as escolas, sem ver registos biográficos, sem avaliar cada um dos casos”, disse à Lusa Sara Gonçalves, do Movimento Professores Precários.

Sara Gonçalves sublinhou que em muitos casos se trata de docentes que “iriam vincular este ano”.

Em maio, este movimento já tinha referido entender que era “injusto, inaceitável e inacreditável” que os docentes contratados para estabelecimentos públicos de educação sejam “impedidos” de aceder ao programa de regularização por estarem abrangidos por um concurso de vinculação extraordinária.

A portaria que deu o pontapé de saída à integração dos precários na administração pública foi publicada a 3 de maio e alargada a todas as carreiras da Função Pública, mesmo as que têm regras próprias de vinculação. De fora, ficaram os professores, uma vez que se encontram abrangidos por um concurso de vinculação extraordinária; os funcionários da administração local (autarquias), que terão um processo paralelo; e trabalhadores com funções, elas próprias, temporárias, como os militares a contrato.