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UGT avisa Governo: «É preciso cumprir o acordo»

Discursos em Dia do Trabalhador

Por: Redacção / FC    |   2012-05-01 18:39

A UGT exigiu o cumprimento do acordo tripartido de concertação social, reivindicando a necessidade de o Governo definir um calendário que permita a concretização das medidas de crescimento e de emprego previstas no documento.

A exigência foi feita pelo presidente da UGT, João de Deus, e pelo secretário-geral da central sindical, João Proença, nas intervenções que fizeram na Praça dos Restauradores, em Lisboa, para celebrar o Dia do Trabalhador.

«Neste dia, a UGT exige que o Governo cumpra a palavra dada e o acordo assinado. A UGT exige mais eficácia e rapidez de todo o Governo na implementação do acordo. Neste dia, mais uma vez, a UGT afirma a sua firme determinação em exigir o cumprimento do acordo de concertação, sob pena de o mesmo ser denunciado pela UGT, por incumprimento do Governo», afirmou João de Deus.

O presidente da UGT afirmou ser impossível compreender as razões que levaram o Governo a «negligenciar» o cumprimento das medidas do Compromisso para o Crescimento, a Competitividade e o Emprego, especialmente as destinadas a desemprego e ao crescimento económico.

«O Governo foi rápido e célere a implementar as medidas do mercado de trabalho e de alterações do Código do Trabalho, tendo-se esquecido das restantes», afirmou, defendendo a necessidade de o Governo «arrepiar caminho e, rapidamente, adotar um programa e um calendário que permitam a implementação das medidas de crescimento e de emprego».

O secretário-geral da UGT, João Proença, disse, por sua vez, que a central sindical assinou o acordo tripartido «em defesa» das oito horas de horário máximo de trabalho diário, do Estado Social e do emprego. «Exigimos respeito por este acordo tripartido, o seu cumprimento integral», afirmou.

No final da sua intervenção, João Proença disse aos jornalistas que «a UGT respeita aquilo que assinou, mas tem do direito de crítica, o direito de opinião», considerando, contudo, ser «importante» que o acordo tripartido permaneça em vigor e seja cumprido, porque «é importante» para o país.

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EM BAIXO: João Proença
João Proença

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