
Nem a chuva impediu milhares de pessoas de participarem na manifestação do 1.º de Maio da CGTP, no Porto, onde foram feitas duras críticas às políticas do Governo e se reivindicou que «os trabalhadores não são peças descartáveis».
A Avenida dos Aliados e algumas ruas centrais do Porto foram hoje o local escolhido pelos manifestantes para a marcha do 1.º de Maio, tendo juntado milhares de pessoas, muitas delas envergando bandeiras vermelhas da CGTP.
Sob frases como «o custo de vida aumenta e o povo não aguenta» e «os salários a baixar e os lucros a aumentar» os manifestantes fizeram ouvir a sua voz contra as políticas governamentais, os cortes de salários e as alterações à lei laboral.
Cerca das 15:30, do palco montado na placa central da Avenida dos Aliados, foi feito o discurso da comemoração do 1.º de Maio, tendo este estado a cargo do coordenador da União de Sindicatos do Porto (USP), João Torres, que disse que esta «é uma luta que vai continuar contra a política do PSD».
«Os culpados são os governantes. (...) Eles são os coveiros do país e temos que correr com eles o mais rápido possível», criticou. Segundo João Torres, «este Governo não tem legitimidade para rasgar os compromissos com o povo português».
Sem citar o nome da UGT, João Torres deixou ainda críticas implícitas à estrutura sindical que está «sempre com os patrões e com os sucessivos governos».
A chuva, que aguentou quase até ao final do discurso, caiu de forma intensa durante alguns minutos, tendo feito as pessoas procurado abrigo nas laterais da Avenida dos Aliados. A marcha pelas ruas centrais do Porto prosseguiu depois do fim do discurso.