O número de casos de legionella com ligação ao Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, subiu para 38, de acordo com a última informação da Direção-Geral de Saúde (DGS), 

De acordo com o boletim epidemiológico, divulgado esta quarta-feira de manhã, dos 38 casos confirmados de infeção desde 31 de outubro, 24 são do sexo feminino e 26 têm idade igual ou superior a 70 anos. Cinco doentes infetados permanecem internados em unidades de cuidados intensivos.

O mesmo boletim adianta que todos os infetados com a bactéria têm doenças crónicas já existentes.

A DGS confirma que se mantém o número de mortos se mantém em dois.

De acordo com este boletim, relativamente aos dados divulgados na terça-feira, há um novo caso confirmado, que surgiu no dia desta quarta-feira.

De acordo com a DGS, o primeiro caso de diagnóstico da doença dos legionários foi confirmado a 31 de outubro. Na passada sexta-feira foram confirmados oito casos, 14 no dia seguinte e quatro no domingo. Na segunda-feira foram confirmados sete casos, na terça-feira três casos e hoje um outro.

Na terça-feira, o ministro da Saúde disse que a origem do foco de legionella em Lisboa foi o hospital São Francisco Xavier, considerando que as primeiras evidências apontavam logo para uma emissão dentro do perímetro da unidade hospitalar.

Estas declarações do titular da pasta da Saúde surgiram depois de o presidente dos Serviços de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) ter dito à agência Lusa que as autoridades tinham identificado nas redondezas do São Francisco Xavier pelo menos sete equipamentos potencialmente produtores de aerossóis e por onde poderia também ter começado o surto.

De acordo com o responsável, a maior probabilidade é que o surto tivesse tido origem nas instalações do hospital, mas, por precaução, a Administração Regional de Saúde (ARS) e o delegado de saúde fizeram o levantamento dos equipamentos potencialmente geradoras de aerossóis para fazer análises.

A legionella é uma bactéria responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até 10 dias.

A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.