A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um servente de pedreiro, de 41 anos, suspeito de ter posto quatro focos de incêndio florestal nos concelhos de Viseu e de Vouzela.

Segundo a PJ, os fogos foram ateados entre os dias 7 de julho e 7 de setembro “em terrenos povoados por mato, pinheiros e eucaliptos”.

“Os incêndios ocorreram em Silgueiros de Bodiosa, no concelho de Viseu, e em Vilar, no concelho de Vouzela, e foram ateados com um isqueiro, sem motivo aparente, tendo o detido atuado sob o efeito do álcool”, explica a PJ.

Para esta detenção, a PJ contou com a colaboração da GNR de Viseu.

Madeireiro detido em Penacova

A PJ anunciou ainda a detenção de um madeireiro de 48 anos suspeito da prática de um crime de incêndio florestal ocorrido há um mês no concelho de Penacova, distrito de Coimbra.

O homem, detido pela Diretoria do Centro da PJ em colaboração com a GNR de Penacova, terá ateado as chamas "com um cigarro incandescente, sem motivo aparente, sendo certo que do seu comportamento parece resultar um forte impulso para atear fogo", afirma em comunicado a Policia Judiciária.

O incêndio deflagrou na localidade de Paradela de Lorvão, a 8 de agosto, tendo ardido uma área de cerca de 800 metros quadrados de mato e eucaliptos.

O suspeito vai ser presente a tribunal para primeiro interrogatório e determinação de eventuais medidas de coação.

Número de incendiários detidos pela PJ sobe para 92

A PJ deteve também um suspeito de atear um incêndio nas imediações do Santuário de Lamego, distrito de Viseu, elevando para 92 o número de pessoas “detidas pelo crime de incêndio florestal”.

Em comunicado, a PJ de Vila Real esclarece que o incêndio, que deflagrou pelas 11:30 de 05 de agosto, colocou em perigo “uma vasta mancha florestal com mais de cem espécies de árvores e ainda o próprio Santuário e outras instalações urbanas”

Essas áreas “apenas não foram consumidas” pelas chamas “devido à rápida deteção e pronta intervenção dos populares e funcionários do Santuário”, salienta a polícia.

“No corrente ano a PJ já identificou e deteve 92 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal”, acrescenta o comunicado.

De acordo com aquela força policial, o homem detido por estar “fortemente indiciado pela prática do crime de incêndio florestal” tem 62 anos.