Os juízes marcaram greve para os dias 3 e 4 de outubro, imediatamente a seguir às eleições autárquicas. O anúncio é da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), após uma reunião da direção, reunida no Palácio da Justiça do Porto.

Em declarações à TVI, o secretário-geral da associação, João Paulo Raposo, disse que a decisão surge na sequência de uma assembleia- geral de juízes que tinha dado o seu aval à greve, caso a ministra da tutela e o primeiro-ministro não atendessem às preocupações dos juízes, sobretudo em matéria de carreiras.

O comunicado da associação revela que a greve, agora anunciada acontece-se porque "o governo se mantém irredutível e não discute com os juízes o estatuto na sua integralidade". Um estatuto que "continua a negar aos juízes a progressão profissional adequada à dignidade da sua função."

Acresce que "os sucessivos governos continuam a protelar a necessária revalorização do estatuto sócio-económico dos juízes, aspeto fundamental para a garantia da sua independência."

Com a greve os juízes pretendem "garantir o reconhecimento da justeza das suas pretensões, o que farão junto da Assembleia da República, para o que de imediato solicitarão audiências a todos os grupos parlamentares."