A fragata portuguesa Dom Francisco de Almeida é a partir desta segunda-feira o navio chefe da unidade 'Standing Nato Maritime Group 1' (SNMG1) de combate ao terrorismo, a segunda vez que Portugal comanda uma missão deste grupo.

A força naval da Organização do Tratado Atlântico Norte (NATO na sigla inglesa), que tem a duração de seis meses, é comandada a partir de hoje pelo contra-almirante Alberto Silvestre Correia e numa fase inicial é composta, a par da fragata portuguesa, pela fragata holandesa de defesa aérea ‘Tromp’, podendo depois chegar a 60 navios ao longo da missão.

Após uma paragem de seis meses “por falta de meios”, segundo o novo comandante, a força foi hoje reativada numa cerimónia militar a bordo da fragata Dom Francisco de Almeida, atracada em Lisboa, que contou também com a presença do comandante do comando marítimo da NATO em Northwood, Reino Unido, vice-almirante Peter Hudson.

“Vamos praticar várias modalidades de treino de guerra no mar, vamos essencialmente dar uma cobertura em todo o Mediterrâneo, vamos criar um ‘Maritime Situation Awareness’ [situação de atenção marítima] no Mar Negro, onde vamos praticar com as marinhas aliadas da Turquia, da Roménia e da Bulgária, depois no norte vamos participar em exercícios das marinhas dos países aliados locais e vamos participar em vários exercícios internacionais com todos os membros que compõem a Aliança Atlântica”, explicou aos jornalistas o vice-almirante Alberto Silvestre Correia.


Nesta missão participam cerca de 190 militares portugueses a bordo da fragata Dom Francisco de Almeida, enquanto o navio Tromp tem uma guarnição de cerca de 200 pessoas.

O vice almirante Peter Hudson apontou como principais pontos fortes da fragata portuguesa ser “moderna, capaz, bem tripulada e tem todos os tipos de capacidades para gerir as ameaças e problemas que podem aparecer”.

“Quando olhamos para a área da Aliança Atlântica vemos problemas no norte de África, a guerra civil na Síria, o crescimento do [grupo extremista] Estado Islâmico, o desafio da Rússia com a anexação Crimeia, por isso a segurança nas fronteiras da NATO está ameaça e é importante que a NATO tenha navios bem comandados e prontos para responder se algumas dessas ameaças forem perigosas para a aliança”, defendeu em declarações aos jornalistas.


A missão parte de Lisboa no dia 17 de junho e vai passar pelo Oceano Atlântico, Mar Mediterrâneo, Mar Báltico, Mar do norte, mar da Irlanda e Mar Negro, estando programado terminar a 20 de dezembro.

A SNMG1 vai ainda participar na Operação “Active Endeavour”, no Mediterrâneo Oriental, de combate internacional ao terrorismo.