Uma professora que estava desaparecida desde sábado no Montijo, no distrito de Setúbal, foi encontrada morta. Fonte da Polícia Judiciária (PJ) confirmou à TVI que a filha e o genro da vítima foram detidos, por "fortes indícios da prática dos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver".

O corpo foi encontrado na noite de quarta-feira em Pegões, no concelho do Montijo. Estava carbonizado.

A filha, de 23 anos, e o genro, de 27, que residiam com a professora, Amélia Fialho, são suspeitos, "na sequência de inúmeras desavenças", de terem "delineado um plano, executado conjuntamente, para lhe tirar a vida", segundo explicou a PJ em comunicado.

No passado dia 1 do corrente, pela hora do jantar, usando fármacos, colocaram-na na impossibilidade de resistir, agrediram-na violentamente no crânio com um objecto contundente, colocaram-na na bagageira de uma viatura e transportaram-na para a zona de Pegões, onde, com recurso a um acelerante, lhe pegaram fogo. O corpo foi localizado, completamente carbonizado, no passado dia 5 do corrente, à noite."

A mulher estava desaparecida desde sábado (1 de setembro), mas o alerta só foi dado na segunda-feira.

A investigação teve início na participação do suposto desaparecimento da vítima, elaborada pela PSP do Montijo, na sequência de uma comunicação da filha.

A filha da vítima, que foi adotada quando tinha 9 anos, partilhou, também, um apelo na rede social Facebook, informando que a mãe tinha sido vista pela última vez, pela família, na noite de sábado, quando “avisou que iria sair”.

Os detidos foram já ouvidos no tribunal do Montijo para aplicação das medidas de coação, tendo-lhes sido aplicada a medida mais gravosa, isto é, prisão preventiva.