O Procurador-Geral da República (PGR) de Angola confirmou esta segunda-feira, em Luanda, a receção de uma carta rogatória do Ministério Público português a solicitar a constituição do empresário Hélder Bataglia arguido no processo Operação Marquês.

João Maria de Sousa disse esta segunda-feira à agência Lusa que a Procuradoria-Geral da República está a seguir os procedimentos para responder ao solicitado pelo Ministério Público português.

Confirmo sim, a Procuradoria-Geral da República recebeu uma carta rogatória e por isso está a seguir com os procedimentos para responder ao que é solicitado na carta rogatória", disse João Maria de Sousa, sem adiantar mais pormenores.

No dia 3, a PGR disse ter enviado às autoridades angolanas uma carta rogatória para constituir arguido o empresário luso-angolano Helder Bataglia no processo Operação Marquês.

No mesmo dia, o advogado de Hélder Bataglia disse estar a aguardar "a concretização da forma de cooperação judiciária internacional, escolhida pelo Ministério Público", reiterando a disponibilidade do seu constituinte já manifestada.

Com o cumprimento da carta rogatória, o empresário torna-se no décimo terceiro arguido do processo Operação Marquês, caso que envolve o ex-primeiro-ministro José Sócrates, o empresário Carlos Santos Silva e o antigo ministro Armando Vara, entre outros.

A constituição de Helder Bataglia como arguido está relacionada com as suspeitas dos investigadores relativamente ao empreendimento Vale do Lobo, Algarve, e à sua aprovação numa altura em que José Sócrates era chefe do Governo.