A polícia brasileira vai formalizar um pedido de cooperação internacional para obter provas recolhidas pela polícia judiciária portuguesa sobre o homicídio de três jovens brasileiras, em fevereiro, em Cascais.

A informação foi dada hoje à Lusa por Roberto Câmara, delegado da repartição de Defesa Institucional do Estado de Minas Gerais, responsável pelas investigações do caso no Brasil.

O suspeito de ter matado as três brasileiras em Portugal foi preso ontem em Minas Gerais, mas quando questionado sobre a confirmação de sua identidade, o delegado informou que não pode identificá-lo nominalmente já que o processo corre em segredo de Justiça.

É conhecido, porém, que o suspeito seria Dinai Alves Gomes, um jovem com quem uma das vítimas mantinha uma relação conjugal, e que chegou a trabalhar no hotel de animais onde os corpos foram encontrados.

Sobre a possibilidade de extradição do suspeito para Portugal, Roberto Câmara explicou que isto não deve acontecer já que a Constituição do Brasil proíbe a extradição de cidadão para o exterior.

"Como o suspeito está no Brasil, ele deverá ser processado e julgado no país. Caso seja condenado poderá pegar uma pena de até 99 anos, que corresponderia as três penas máximas somadas dos crimes de homicídio e de ocultação de cadáver", frisou o delegado.

Com prisão preventiva por 30 já decretada e executada, o suspeito está na Penitenciária Nelson Hungria, em Minas Gerais, onde permanecerá à disposição da Justiça.