O comandante dos Bombeiros Voluntarios de São Mamede Infesta, Matosinhos, Gilberto Gonçalves, disse que, durante a madrugada, três bombeiros que combatiam o incêndio numa loja em Leça do Balio foram transportados ao hospital por “exaustão”.

Os voluntários, dois homens da corporação de Leça do Balio, e uma mulher, de São Mamede Infesta, foram transportados para o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, mas “já tiveram alta e estão a descansar”, disse Gilberto Gonçalves, em declarações aos jornalistas.

No local continuam 120 operacionais auxiliados por 30 viaturas de diversas corporações de bombeiros do Grande Porto.

Segundo Gilberto Gonçalves, “está a proceder-se à ventilação e arrefecimento do edifício, para depois se poder entrar. A temperatura neste momento ainda é demasiado alta”.

O fogo deflagrou cerca das 20:30 de segunda-feira e só foi dado como dominado cerca das 9:30 de hoje.

O edifício, com vários andares, teve de ser evacuado, tendo parte dos cerca de 130 moradores pernoitado numa tenda montada no local pelos serviços municipais da Proteção civil de Matosinhos, enquanto os restantes foram transportados para as instalações dos Bombeiros Voluntários de Leça do Balio.

Vistoria adiada

A vereadora da Proteção Civil de Matosinhos, Maria de Lurdes Queirós, adiou a vistoria técnica ao edifício para quarta-feira de manhã, depois de o espaço arrefecer.

Apesar de os bombeiros estarem a refrigerar o interior do edifício, a carga térmica ainda é muito elevada, sendo necessário que o prédio arrefeça primeiro para se proceder à vistoria", afirmou aos jornalistas a vereadora Maria de Lurdes Queirós, no local do incidente.

A responsável referiu que esta decisão já foi comunicada aos moradores a quem estão a ser dadas as refeições, assim como aos bombeiros.

Ao final do dia, será feita uma reunião com os moradores desalojados para se perceber quais as suas necessidades, ou seja, se precisam ou não de ser realojados ou têm retaguarda familiar, avançou a vereadora.

Também ao final do dia e "a conta-gotas" os moradores poderão ir às suas casas e garagens para buscar documentos, alguma roupa ou pertences, ressalvou a vereadora, lembrando que alguns saíram apenas com a roupa que traziam vestida.

As causas do fogo estão a ser investigadas pela PJ.