O Instituto de Medicina Legal informou, esta quarta-feira, que o estudante universitário que morreu na sexta-feira no Porto, alegadamente vítima de queda involuntária, foi autopsiado no sábado e que os resultados preliminares não determinaram a causa da morte do jovem. Os resultados dos exames complementares que o médico legista pediu só estão prontos em início de junho.

“Há uma autópsia feita no sábado [dia 2 de abril] e o médico legista pediu exames complementares, um procedimento habitual nesta casa, na área da toxicologia e histologia”, explicou à Lusa fonte oficial do Instituto de Medicina Legal, frisando que os resultados só estão prontos dentro de “sete a oito semanas”.

O Instituto de Medicina Legal assegurou ainda que o relatório da autópsia de Joel Rafael “não está feito, nem está assinado” e que só vai estar pronto no “início de junho”, porque os “exames de histologia são os mais demorados”.

Joel Rafael, de 20 anos, era estudante do ano zero no Instituto Superior de Contabilidade e Administração, do Politécnico do Porto, apareceu ferido na zona do polo universitário da Asprela, no Porto, foi assistido pelo Instituto Nacional de Emergência Médica, e veio a morrer no Hospital de São João do Porto.

A Polícia Judiciária avançava na sexta-feira, dia 1 de abril, que os indícios recolhidos naquele dia sobre a morte do estudante universitário no Porto sugerem que houve “uma queda involuntária” da própria vítima.

O que aconteceu?

“A queda dever-se-á a uma intervenção voluntária de uma amiga que tentou separar a vítima dos agressores. E foi nessa separação que terá caído e não voltou a levantar-se”, explicou à Lusa fonte da Polícia Judiciária, explicando que estas informações têm na sua base as diligências da Judiciária e a recolha de imagens captadas por câmaras de videovigilância.

A hipótese de a altercação entre grupos de estudantes ou praxes académicas ser a causa direta da morte do estudante, natural de Baião, está, para já, afastada, adiantou a mesma fonte policial.

A família do estudante universitário que morreu na sexta-feira no Porto após uma desavença vai intentar um processo-crime contra terceiros. “Existem motivos para que, na realidade, haja processo-crime em vários parâmetros”, disse a jurista.

A advogada realçou ainda não ter tido mais informações por parte da PJ, nem acesso às filmagens recolhidas por esta.