A diretora-geral da Saúde mostra-se satisfeita e tranquila com a capacidade de resposta das cidades de Lisboa e Porto às pessoas sem-abrigo, numa altura em que se prevê uma descida acentuada da temperatura.

Estamos muito satisfeitos, bastante tranquilos".

Graça Freitas visitou hoje, em Lisboa, a Unidade de Atendimento a Pessoas Sem-Abrigo, criada em 2015 numa parceria entre a Santa Casa da Misericórdia, autarquia e Segurança Social e envolvendo mais 23 entidades de apoio aos sem-abrigo.

Face à previsão da descida acentuada da temperatura, várias medidas serão tomadas para apoiar as pessoas que vivem na rua em Lisboa. Entre elas:

  • a abertura mais cedo dos centros de acolhimento temporário
  • o reforço da distribuição de roupa, comida e bebidas quentes
  • o reforço da vigilância das condições de saúde

O plano de contingência da autarquia para os sem-abrigo só será acionado caso se registem temperaturas de 3ºC ou inferiores durante três dias, o que, de acordo com a meteorologia, não está previsto para Lisboa.

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Misericórdia e Câmara estimam que vivam nas ruas da capital 300 a 350 pessoas, metade das que estavam nas mesmas condições em 2015.

Para a diretora da Unidade de Emergência da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Celeste Brissos, os números refletem "o esforço" das várias entidades que trabalham com os sem-abrigo, cita a Lusa.

Em junho, estavam a ser acompanhadas em Lisboa 2.090 pessoas sem-abrigo, das quais mais de 700 estavam alojadas num quarto e 354 em centros de acolhimento.

Na Unidade de Atendimento a Pessoas Sem-Abrigo, valência da Unidade de Emergência, é feito o acompanhamento dos casos, assegurando que as pessoas nestas condições tenham necessidades básicas garantidas, como habitação, alimentação, cuidados de saúde e higiene e medicação.

A unidade, que funciona no Cais do Sodré, tem equipas de técnicos direcionadas para as dependências (álcool e droga), saúde mental, empregabilidade, idosos, refugiados e requerentes de asilo.