A Associação das Vítimas do Maior Incêndio de Sempre em Portugal (AVMISP), com sede em Oliveira do Hospital, acusou hoje o Governo de não responder aos seus pedidos para ser ouvida.

“Não existe, até agora, um único membro do Governo que se tenha disponibilizado para falar formalmente com a associação que representa vítimas e lesados dos fogos de 15 e 16 de outubro”, afirma a AVMISP em comunicado.

Da parte do executivo de António Costa, só se tem “sentido discriminação, distância e abandono”, cerca de 50 dias após a deflagração daqueles incêndios, que afetaram vários municípios da região Centro, acrescenta.

“Como é possível aplicar medidas, definir apoios e estabelecer estratégias sem querer, pelo menos, ouvir vítimas e lesados, que podem ajudar a particularizar e a agilizar?”, pergunta a associação, cujo porta-voz é o empresário Luís Lagos, membro da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital eleito pelo CDS-PP.

A AVMISP reitera que “as ajudas já aprovadas são injustas e discriminatórias” e questiona “por que é que as empresas dos fogos de outubro merecem menos ajudas do que as afetadas em junho”, na sequência do fogo que eclodiu no dia 17, em Pedrógão Grande.

A associação exige saber “por que é que os agricultores merecem menos ajudas do que outros empresários” e o que justifica que só haja “em média um apoio de 2.500 euros para a recuperação do interior das casas de primeira habitação” que foram destruídas.

“Por que não existe nenhum plano para casas de segunda habitação quando funcionam, em tantos casos, como uma plataforma que ajuda a eliminar alguma da nossa interioridade?”, acentua, entre outras interrogações.