A futura Feira Popular de Lisboa vai ficar instalada na freguesia de Carnide, afirmou o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, esta terça-feira.

"Carnide é a escolha óbvia. Em primeiro lugar, porque tem acesso de metro à porta do local, está a cinco minutos do Colombo, no cruzamento das principais vias da cidade"


Medina afirmou ainda que a escolha por esta localização teve em conta a "recuperação de uma zona da cidade que está em necessidade". E mais: "Será um grande parque de lazer" e cerca de "quatro vezes maior". 

A diversão vai, no entanto, demorar, admitiu. É um projeto “muito ambicioso” que leva um "tempo significativo", "alguns anos" até ficar concluído. 

O responsável especificou que a nova Feira Popular vai estar na “zona imediatamente contígua à estação de metro da Pontinha”, com acessos à Segunda Circular, à CRIL e ao IC19.

“É local de excelência para todos”.


Segundo Fernando Medina, a “terceira casa” da Feira Popular será “diferente” da anterior, já que funcionará num “local muito maior” e terá muito mais espaços verdes.

A localização da nova Feira Popular já tinha sido confirmada pelo presidente da Junta daquela freguesia, Fábio Sousa, em declarações à Lusa.

Contudo, o autarca disse que ainda não está definido onde é que a feira irá funcionar, uma vez que há vários terrenos na freguesia à espera de requalificação.
 

“Ainda não está fechada [a localização]. Temos apenas a confirmação que vai mesmo para Carnide”.


O autarca disse desconhecer, também, datas para o início das obras de instalação da feira.

Fábio Sousa adiantou que a Junta de Freguesia foi “envolvida e ouvida” no processo de escolha da localização da nova Feira Popular e que impôs algumas condições:  “Temos condições e queremos receber a Feira Popular, mas também queremos ver salvaguardados alguns constrangimentos aos moradores, como o ruído, mobilidade, transportes e trânsito”.

O autarca assegurou que vai ser “muito exigente”, porque quer “continuar a dar condições a quem reside e trabalha em Carnide”.

A Feira Popular foi criada inicialmente para financiar férias de crianças carenciadas e, mais tarde, passou a financiar toda a ação social da Fundação O Século. Encerrou em 2003 e nunca mais Lisboa voltou a ter um parque de diversões.

Os terrenos da antiga Feira Popular, localizados em Entrecampos, estiveram na origem de um processo judicial que envolveu a Câmara de Lisboa e a empresa Bragaparques, que se arrastou por vários anos.

Quando a Feira Popular abriu para a última temporada, a Câmara de Lisboa, então presidida por Pedro Santana Lopes, tencionava criar um novo parque de diversões, mas a ideia nunca avançou.

Estes terrenos foram, entretanto, colocados em hasta pública por um valor base de 135,7 milhões de euros.

Como não apareceu nenhum interessado para o ato público do passado dia 20 de outubro, a Câmara avançou com uma “segunda fase” do processo de alienação, prevendo vender estes terrenos numa nova hasta pública a realizar no dia 03 de dezembro.