A Maxampor, empresa responsável pela operação de destruição de explosivos que provocou uma violenta explosão numa pedreira de Sesimbra na quarta-feira, garantiu esta  que cumpre as normas de segurança, mas não adiantou qualquer explicação para o sucedido.

«A Maxampor cumpre com todos os "standards" de Prevenção de Riscos Laborais, segundo a norma internacional OHSAS 18001, sob a qual se encontra certificada, e possui todas as autorizações e licenças de atividade de acordo com a legislação», refere a empresa, num comunicado hoje divulgado.

A empresa assegura também que obteve as autorizações necessárias para a operação, nomeadamente junto da PSP, entidade que tutela esta área de atividade e que acompanhou a operação no local.

No comunicado, a empresa refere ainda que a operação realizada na pedreira da Sobrissul, em Sesimbra, no distrito de Setúbal, foi acompanhada «por um elemento da PSP» e por «técnicos com larga experiência e devidamente habilitados com cédulas de operador de fogo, tal como a lei define».

«Foram seguidos os procedimentos definidos e habitualmente praticados neste tipo de operação» acrescenta o comunicado da Maxampor, que recusa fazer qualquer comentário sobre o incidente antes de ser conhecido o resultado do inquérito por parte das autoridades portuguesas.

A destruição programada de resíduos explosivos, realizada numa pedreira, na aldeia de Pedreiras, em Sesimbra, provocou na quarta-feira à noite alarme público nas populações da península de Setúbal e na zona da Grande Lisboa, incluindo Cascais, com o estrondo que produziu, mas não provocou vítimas, apenas danos materiais em algumas habitações.