O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinalou hoje que o Governo “também já reconheceu” a necessidade de “ser acelerado” o processo de contratação de novos profissionais para acorrer a necessidades imediatas.

Questionado sobre a situação de centenas de médicos que aguardam a admissão no Serviço Nacional de Saúde, Marcelo Rebelo de Sousa distinguiu, na área da Saúde, dois planos, sendo o primeiro o das “necessidades imediatas” e o segundo, o “debate de fundo sobre o sistema”.

Relativamente às “necessidades imediatas em termos do financiamento da Saúde, o senhor ministro [da Saúde, Adalberto Campos Fernandes], reconheceu, em cerca de mil milhões, uma necessidade imediata em termos de recrutamento de mais pessoal além do que já foi recrutado”.

“E aí, naturalmente, o governo também já reconheceu que tem de ser acelerado o processo de contratação de novos profissionais”, declarou o Presidente da República (PR), que falava aos jornalistas à margem de uma visita à Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Lisboa, a cujo culto assistiu.

Marcelo Rebelo de Sousa disse ter retido “com atenção” no debate quinzenal na Assembleia da República de quarta-feira passada e “também noutras declarações” que o governo iria “de imediato mobilizar cerca de mil milhões de euros precisamente devido às carências no domínio da saúde”.

Quanto ao “debate de fundo”, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que “é muito importante que seja feito com base no documento que será elaborado pela Comissão de Revisão da Lei de Bases da Saúde, presidida pela ex-ministra Maria de Belém Roseira.

Essa comissão, sublinhou, terá de apresentar um documento até setembro.

Por isso, penso que é uma grande ocasião a que vai existir para, com fundamento nesse documento, fazer um debate sobre o futuro da Saúde em Portugal”, disse.

Referindo-se às eleições de 2019 – europeias, legislativas e regionais (Madeira) – Marcelo Rebelo de Sousa recomendou desde já “serenidade”, antevendo que o debate público sobre o futuro da saúde poderá coincidir com o período de pré-campanha eleitoral.

O único problema é que vamos entrar em campanha eleitoral no começo do ano que vem e, portanto, sabem como esses debates ganham com a serenidade e perdem se são misturados com a campanha eleitoral”, alertou.