Portugal vai abrir a sua representação diplomática a nível de embaixada «ainda este ano» na Guiné Equatorial, disse hoje a Lusa o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Campos Ferreira.

«Portugal entendeu que deveria abrir a sua representação diplomática a nível de embaixada na Guiné Equatorial ainda este ano, por isso nós estamos a trabalhar com as autoridades da Guiné Equatorial nesse sentido, de forma a termos uma representação digna de um país da CPLP», disse Luís Campos Ferreira, que deixou esta noite São Tomé no final de uma visita oficial de quatro dias.


Luís Campos Ferreira não precisou a data da abertura da embaixada portuguesa em Malabo, lembrando apenas que a entrada da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) foi decidida na cimeira de Díli.

«Esse anúncio [abertura da embaixada na Guiné Equatorial] já foi feito em Portugal, a Guiné Equatorial é um país membro da CPLP, foi esta a decisão tomada pela cimeira de Díli», explicou Luís Campos Ferreira que sublinhou «o bom relacionamento» que existe entre os governos dos dois países.


«Portugal, no seguimento da cimeira de Díli, decidiu a entrada da Guiné Equatorial como membro de pleno direito da CPLP», acrescentou o governante português, que vê na abertura desta representação diplomática a possibilidade de «impulsionar a cooperação» entre os dois países.

A Guiné Equatorial tornou-se membro da CPLP em julho de 20014, na cimeira da organização realizada em Díli.

A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.