Centenas de militares da GNR iniciaram poucos antes das 19:00 uma marcha em direção à residência oficial do primeiro-ministro, em protesto pela não aprovação pelo Governo do estatuto da classe.

A manifestação foi marcada pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) e começou com uma concentração no Largo Camões, em Lisboa, após o que os manifestantes se começaram a dirigir para a residência oficial do primeiro-ministro, em S. Bento.

No local, os militares irão aprovar uma moção contra os processos disciplinares recentemente levantados contra dirigentes associativos da APG/GNR.

Com uma faixa a negro que diz “basta de mentiras, por uma guarda autónoma e humanizada, novo estatuto já”, os militares empunham bandeiras da APG e gritam palavras de ordem como “horários sim, escravatura não”, “os processos disciplinares são uma aberração”, “os direitos são a nossa razão” ou “a luta continua, a GNR está na rua”.

Em declarações à Lusa, o presidente da APG/GNR, César Nogueira, disse que o protesto pretende demonstrar o descontentamento pela não aprovação do estatuto da GNR, prometido pelo Governo desde o início da legislatura.

O responsável disse também que muitos militares não aderiram ao protesto porque hoje mesmo saiu em Diário da República o diploma que veio clarificar a situação dos militares na reserva e na reforma, resolvendo a questão de cortes de cerca de 300 euros desde janeiro.

O protesto de hoje, afirmou, é também um alerta para o próximo executivo. "Não aceitamos ser enganados. O dia de hoje é para demonstrar esse descontentamento e deixar um alerta para o próximo Governo, seja ele qual for, que vamos continuar a protestar e que queremos um estatuto digno para a GNR", disse César Nogueira à agência Lusa.