Seis pessoas ficaram feridas no desabamento de um prédio, ocorrido hoje à tarde, em Famalicão, disse à Lusa o comandante distrital de operações de socorro de Braga, Hercílio Campos.

Dos seis feridos, apenas um foi levado para o hospital devido a um traumatismo cranioencefálico leve, referiu a fonte. Os outros feridos sofreram "pequenas escoriações", tendo sido vistos no local pelos bombeiros.

As primeiras informações sobre o caso, oriundas da Proteção Civil de Braga e dos bombeiros, apontavam apenas para o desbamento de uma estrutura metálica de um prédio em obras, e não do próprio prédio, mas referiam já a existência de seis pessoas feridas.

Avaliada segurança de edifícios contíguos ao que ruiu

O vice-presidente da Câmara de Famalicão e vereador da Proteção Civil, Ricardo Mendes, adiantou que a rua onde ocorreu hoje o desabamento do prédio ficará encerrada por tempo indeterminado e que vai ser avaliada a segurança de edifícios contíguos.

“Neste momento, a câmara contratou uma empresa externa para fazer a vistoria aos edifícios contíguos para verificar se existe alguma perigosidade”, disse o responsável à agência Lusa.

O desabamento de um prédio ocorrido hoje à tarde, em Famalicão, provocou seis feridos ligeiros.

Segundo o autarca, o desabamento do prédio foi provocado pelo desmoronamento da parede lateral em madeira e estuque de uma farmácia lá existente, causando ferimentos a seis pessoas, quatro funcionários da farmácia e dois clientes, todos retirados do local pelos bombeiros.

Do prédio sobrou apenas a fachada frontal que será demolida por poder representar perigo para a população, frisou o vice-presidente.

Ricardo Mendes salientou que a Câmara de Famalicão propôs à família residente junto ao edifício que ruiu que abandonasse a casa, a fim de ser realojada. A proposta, disse, foi feita apesar de esta habitação não ter sofrido danos, por questões de segurança e enquanto decorre a vistoria.

Junto ao prédio que ruiu decorriam, trabalhos de construção de um novo edifício, com licenças em dias, alvará de construção e planos de segurança, frisou Ricardo Mendes.

“Um dos trabalhadores estaria a operar com uma máquina e os outros a fazer trabalhos de terra, mas nenhum ficou ferido”, afirmou.

Um dos funcionários da farmácia, que existia há mais de 40 anos, Miguel Araújo, e que estava no seu interior no momento da derrocada, contou à Lusa ter sentido um “grande susto”.

“Ouvimos um grande estrondo como se fosse uma grande trovoada e sentimos tudo a abanar, tendo tipo apenas tempo para fugir para as traseiras da farmácia e ficamos a ver tudo a cair”, explicou.

E acrescentou: “depois saímos com a ajuda dos bombeiros pelo edifício vizinho”.

No local, os carros estacionados junto ao local do incidente estão cobertos de poeira e as pessoas falam em “susto enorme”.