A água foi um dos últimos focos de apreensão por parte da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)

Através da sua Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal, a Autoridade desencadeou diligências de investigação sobre um crime de fraude sobre mercadorias, relativamente a suspeitas sobre uma marca de água engarrafada, que estaria a ser objeto de falsificação em Portugal e vendida no mercado como se fosse genuína.

As investigações indicam que garrafões de água, proveniente de um país da União Europeia, após serem utilizados em máquinas automáticas dispensadoras existentes em Portugal, eram novamente reutilizados pelo distribuidor português, sedeado no distrito de Braga, para abastecer novamente as máquinas com água diferente da original", disse em comunicado.

Este intermediário colocava ainda um novo selo de cápsula de segurança nos garrafões, mas mantinha a rotulagem original, redistribuindo aos clientes que possuíam as máquinas dispensadoras, criando intencionalmente um engano aos consumidores, que estariam a consumir a água original e segura.

Durante o inquérito, a água constante destes garrafões reaproveitados foi sujeita a análises laboratoriais e apresentou inconformidades analíticas, sendo proveniente de um local sem qualquer controlo de captação e de qualidade, sendo considerada inapta para consumo humano.

Foram apreendidos 319 litros de água, que apresentavam estas inconformidades e os responsáveis da empresa foram constituídos arguidos.