O julgamento do caso que envolve o ex-ministro da Saúde Arlindo de Carvalho, o ex-presidente do BPN, Oliveira e Costa, e mais cinco arguidos, foi adiado para 10 de fevereiro, por questões de agenda do Tribunal Central de Lisboa, disse à Lusa fonte judicial.

O início do julgamento, no Campus de Justiça, esteve agendado para 3 de fevereiro, mas, após uma reunião com os advogados dos arguidos, a juíza presidente do coletivo, Joana Grácio, decidiu marcar nova data para o começo das audiências.

Arlindo de Carvalho (ministro da Saúde no Governo PSD liderado por Cavaco Silva), Oliveira Costa e outros cinco arguidos, incluindo o empresário Ricardo Oliveira e o ex-administrador do BPN Luís Caprichoso, respondem por crimes como abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, infidelidade, fraude fiscal qualificada e aquisição ilícita de ações.

Em causa estão ilícitos relacionados com a aquisição de terrenos, através de crédito obtido junto do Banco Português de Negócios (BPN), num valor superior a 50 milhões de euros.

O Ministério Público (MP) pediu uma indemnização civil de 15.385.949,69 euros a Arlindo de Carvalho, Oliveira Costa, José Neto, Ricardo Oliveira e Francisco Santos, Coelho Marinho e Luís Caprichoso, estes três últimos ex-administradores do BPN.

Entretanto, o processo-crime principal do caso BPN, que também tem como arguidos Oliveira e Costa, Ricardo Oliveira e Luís Caprichoso, continua em julgamento há cerca de quatro anos, sem previsão para a sua conclusão.