A lista de trabalhadores da Segurança Social que vão para a requalificação já está completa e abrange 613 pessoas, número abaixo dos quase 700 inicialmente previstos, disse à Lusa fonte sindical.

«As listas dos assistentes operacionais já estão fechadas e o número baixou ao que estava inicialmente previsto, como era expetável, porque houve trabalhadores que optaram por aposentar-se, apesar da penalização, e alguns conseguiram encontrar colocação em outros serviços da administração pública», disse á agência Lusa o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, José Abrão.

Segundo a mesma fonte, o número de assistentes operacionais envolvidos no processo é de 462 em vez dos 526 inicialmente previstos.

O processo de requalificação na Segurança Social, que decorre desde setembro, previa inicialmente que fossem colocados em inatividade quase 700 trabalhadores, mas o número acabou por ficar nos 613.

Na semana passada foi publicada uma lista de 151 trabalhadores das carreiras especiais da Segurança Social (educadores de infância, técnicos de diagnóstico e de terapêutica e enfermeiros), que passaram de imediato para a requalificação, embora tenham processos em curso nos tribunais.

O ISS tem atualmente 8.442 postos de trabalho e diz ter necessidade de 7.780.

O regime de requalificação prevê a colocação de funcionários públicos em inatividade, a receberem 60% do salário no primeiro ano e 40% nos restantes anos.

Os funcionários com vínculo de nomeação, anterior a 2009, podem ficar na segunda fase até à aposentação, porque não podem ser despedidos.

Mas os funcionários com contrato de trabalho em funções públicas posterior a 2009 podem enfrentar a cessação do contrato, se não forem recolocados noutro serviço público no prazo de um ano.