A lista B, liderada por Carlos Barbosa, venceu as eleições para os órgãos dirigentes do Automóvel Club de Portugal (ACP), para o quadriénio 2015/2019, realizadas na quinta-feira, informou a associação, em comunicado.

Carlos Barbosa, que é assim reeleito, venceu com 20.791 votos, enquanto a lista opositora reuniu 10.206 sufrágios.

Estas foram as primeiras eleições em que Carlos Barbosa enfrentou oposição, desde que assumiu pela primeira vez a presidência do clube em abril de 2004.

A lista A, agora derrotada, era encabeçada por Raposo Magalhães, tinha como mandatária Teresa Torres, viúva do antigo presidente do ACP, César Torres, e era apoiada pelos presidentes dos três principais clubes de futebol portugueses - Benfica, Porto e Sporting.

No seu discurso de tomada de posse, Carlos Barbosa fez um balanço do mandato agora cumprido, criticou a oposição eleitoral e disse ir começar a trabalhar para cumprir “as seis grandes propostas para o mandato”.

Estas são a emissão de cartas de condução pelo ACP, a abertura de mais oficinas e do centro de inspeção periódica obrigatória ACP, levar o ensino das escolas de condução ACP ao resto do País, disponibilizar um serviço de ambulâncias ACP para transporte de doentes e realizar o WRC Rally de Portugal no Norte nos próximos quatro anos.

O ACP, que foi fundado em 1903 como Real Automóvel Club de Portugal, é uma pessoa coletiva de direito privado e de utilidade pública, e tem como objetivos “a promoção do automobilismo, do motociclismo e de outras modalidades desportivas, bem como do turismo, sobretudo no que respeita à defesa dos interesses dos seus associados”, indicam os respetivos estatutos.

Contando com 252.196 sócios no final de 2014, o clube presta diversos serviços aos associados, incluindo nas áreas da assistência em viagem, das apólices de seguro e da assistência médica.