Dois bombeiros ficaram este sábado ligeiramente feridos no combate a um incêndio na Rua dos Sapateiros, na Baixa lisboeta, que foi considerado controlado cerca das 23:15, disse o vereador da Proteção Civil do município da capital.

Um fogo deflagrou perto das 21:40 no último piso de um edifício em obras na Rua dos Sapateiros e propagou-se à cobertura.

Em declarações aos jornalistas no local cerca das 23:15, o vereador Carlos Castro adiantou que a situação foi considerada controlada e que, no combate às chamas, dois bombeiros sofreram ferimentos ligeiros.

De acordo com o autarca, um dos homens foi assistido no local e o outro foi transportado para um hospital – que não especificou – «apenas por precaução».

No total, acorreram ao local 40 operacionais e um total de 16 viaturas do Regimento de Sapadores Bombeiros, dos Bombeiros Voluntários de Lisboa, da Proteção Civil, da Polícia Municipal, da PSP e da junta de freguesia de Santa Maria Maior.

Carlos Castro referiu que as chamas apenas afetaram a cobertura e o último andar do prédio, que pertence a um privado e está em obras. Os bombeiros combateram o incêndio em duas frentes com recurso a autoescadas a partir da Rua dos Sapateiros e da Rua do Ouro, que foram cortadas ao trânsito.

Segundo o vereador, a intervenção dos bombeiros foi rápida e evitou a propagação das chamas, pelo que não foi necessário evacuar os edifícios envolventes que estão habitados.

Durante o incêndio, ocorreu uma explosão, que obrigou ao corte do gás, estando no local equipas do piquete para avaliar a situação.

Pelas 23:30, o incêndio estava em fase de rescaldo.

Em declarações à Lusa, o proprietário do prédio número 171, contíguo ao edifício atingido pelas chamas, relatou que o restaurante que explora no piso térreo foi evacuado por ordem da polícia, depois de se ter ouvido uma forte explosão.

«O restaurante estava cheio. Houve uma explosão, como uma bomba com muita força. Os clientes ficaram com medo e saiu tudo sem pagar», descreveu Pal Winder Singh, dono de um restaurante de comida indiana.

Depois, continuou, a polícia deu ordem de evacuação do espaço e, pouco depois das 23:00, o homem ainda não tinha tido autorização para entrar no restaurante.

No quarteirão afetado, a circulação foi proibida, mas cerca de duas dezenas de populares assistiam ao decorrer dos trabalhos, atrás dos limites definidos pelas autoridades.