Por: Redacção /SM | 02-10-2009 18: 28
O vice-presidente para a área offset da Man Ferrostaal, Horst Weretecki, refutou esta sexta-feira «todas as acusações» do Ministério Público (MP) no caso «submarinos/contrapartidas», considerando-as «absolutamente disparatadas».
Horst Weretecki, um dos três cidadãos alemães que figura no rol de 10 pessoas acusadas pelo MP português, falava em conferência de imprensa, em Lisboa, onde respondeu a diversas perguntas, revelando, porém, que existe uma cláusula de confidencialidade no contrato em causa.
«Todas estas acusações (do MP) são infundadas, disparatadas e não têm qualquer substância. Negamos todas essas imputações e faremos tudo para salvaguardar o bom nome e a reputação da empresa», referiu Horst Weretecki.
Responsável ainda não foi notificado
O mesmo responsável da Man Ferrostaal afirmou ter tido conhecimento de que era um dos 10 acusados através da comunicação social, salientando que «até agora não foi notificado pelo MP».
Weretecki mencionou que, no ano passado, soube que «as empresas portuguesas parceiras estavam a ser investigadas em Portugal», pelo que decidiu deslocar-se, «de livre vontade», a Lisboa para reunir com as autoridades judiciárias, encontro que ocorreu a 01 de Agosto de 2008.
Segundo revelou, nessa reunião manifestou intenção de colaborar «como testemunha para esclarecer todas as questões», tendo-lhe na ocasião sido dadas «garantias que a Man Ferrostaal não estava a ser investigada».
Adiantou que ele e Antje Malinowsky (responsável pelas contrapartidas em Portugal da empresa alemã) deslocaram-se a Lisboa para «reunir com os advogados» e verificar quais as opções legais existentes, não revelando se vão requerer, ou não, a abertura da instrução do processo.
Winfried Hotten, reformado da Man Ferrostal, outro dos alemães acusado pelo MP, não compareceu na conferência de imprensa.
Nega ter sido interrogado
Horst Wereteckei negou também que os membros da empresa alemã tenham sido interrogados pelo MP na Alemanha, dizendo: «O que as autoridades portuguesas fizeram foi pedir apoio à Procuradoria-Geral alemã, que há dois dias realizou buscas na empresa e apreendeu cerca de 10 documentos».
Quanto às acusações de burla qualificada e falsificação de documentos, o dirigente da Man Ferrostaal contra-atacou, criticando o MP português de não perceber o que o processo de contrapartidas significa.
«As pessoas obviamente não entendem do que é que se trata. Fizemos tudo o que está no contrato e posso garantir que não há fraudes ou falsificações nenhumas. Tudo foi transparente desde o início», sustentou.
Responsável defende empresas portuguesas
Explicou também que, antes da negociação do acordo, quadros da empresa alemã reuniram-se com membros do Governo português para definir «uma lista das áreas prioritárias de investimento no país».
Segundo Horst Wreretcki, depois de meses de negociações, foi decidido que as áreas prioritárias de investimento seriam o sector automóvel, o naval e as novas tecnologias.
Por último, saiu também em defesa das sete empresas portuguesas, dizendo que estas «são tão inocentes como a Man Ferrostaal».
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