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Saúde: polícias querem ajuda às famílias

PSP e GNR insatisfeitos com os Serviços de Assistência na Doença

Por: Redacção / CP  |  3- 3- 2010  8: 56

Rusga policial no Bairro de Santa Marta

ACTUALIZADA ÀS 14h15

Os elementos da PSP e da GNR estão descontentes com os Serviços de Assistência na Doença e exigem que o Governo altere o diploma para que os cônjuges passem novamente a usufruir destes sistemas.

Os actuais sistemas de saúde da PSP e GNR, que são idênticos e foram alterados em 2006, foram analisados esta quarta-feira numa reunião, em Lisboa, entre a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR).

Ambas decidiram, esta quarta-feira, recolher assinaturas para apresentar no Parlamento uma iniciativa legislativa para alterar o modelo de acesso aos Serviços de Assistência na Doença.

O sindicalista Paulo Rodrigues adiantou que vai ser necessário recolher 35 mil assinaturas, pelo que, estima, até ao final do ano o projecto será apresentado no Parlamento.

«Vamos apurar com mais rigor os prejuízos que estas alterações causaram», disse à agência Lusa o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues.

Desde 2006 que os cônjuges estão excluídos dos sistemas, à excepção daqueles que descontam para a ADSE (sistema de saúde para os funcionários públicos), e os profissionais da PSP e da GNR descontam 1,5 por cento do ordenado, além de terem sido reduzidas as comparticipações dos medicamentos por parte do Estado.

Os militares da GNR e os agentes da PSP que entraram para as forças de segurança a partir de 2006 fazem parte da ADSE, não integrando os respectivos Serviços de Assistência na Doença.

Paulo Rodrigues adiantou que os elementos das forças de segurança «não estão contra o pagamento», mas lamentou a qualidade do serviço prestado, que «piorou».

A ASPP e a APG exigem, assim, a integração dos cônjuges e dos profissionais que entraram para a Polícia de Segurança Pública (PSP) e para a Guarda Nacional Republicana (GNR) depois de 2006 nos Serviços de Assistência na Doença.

«Vamos reunir e encontrar formas de luta para que o Governo equacione uma solução que dignifique as forças de segurança e não coloque os profissionais na situação humilhante que estão a viver neste momento», disse o presidente da APG.

José Manageiro adiantou que os elementos das forças de segurança estão «sujeitos a riscos acrescidos», têm que ter «cuidados de saúde específicos», rastreios e uma medicina preventiva com regularidade, justificando, assim, a necessidade de Serviços de Assistência na Doença de qualidade.

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