Por: Redacção / PP | 23- 12- 2009 15: 56
O mau tempo da madrugada desta quarta-feira desalojou pelo menos 25 pessoas, cortou a electricidade a 150 mil, interrompeu as comunicações telefónicas na região Oeste, a zona
mais afectada pelo vento forte, e cortou estradas por todo o país, escreve a Lusa.
O vento forte que se fez sentir
entre as 03:00 e as 04:30 afectou principalmente a zona Oeste do país, atingindo os 140 quilómetros por hora, e poderá ter sido «um pequeno tornado», segundo explicou à agência Lusa o Instituto de Meteorologia.
Pelo
menos 25 pessoas ficaram desalojadas devido à queda de telhados das suas habitações, por todo o país, mas sobretudo
na região Oeste.
Quatro pessoas passaram a noite em quartéis de bombeiros no distrito de Santarém, um casal e os
seus dois filhos viram o telhado ser arrancado pelo vento forte em Leiria, em Óbidos a caravana que servia de lar a um casal
ficou parcialmente destruída, no Bombarral três pessoas deixaram a sua habitação por precaução, no Cadaval um casal também
foi realojado e o mesmo aconteceu a uma cidadã de Silves.
Já em Odemira, não foi o vento forte, mas uma inundação
que fez com que sete pessoas ficassem temporariamente desalojadas.
Cerca de 150 mil pessoas, em 13 concelhos do
distrito de Lisboa, estavam ainda às 12:00 sem energia eléctrica devido aos danos provocados pelo mau tempo.
Torres
Vedras, Cadaval, Lourinhã, Mafra (distrito de Lisboa), Peniche, Caldas da Rainha (Leiria), Ourém, Entroncamento, Santarém,
Tomar (Santarém), Sertã (Castelo Branco), Silves e Portimão (Faro) foram os concelhos que ficaram sem fornecimento eléctrico,
que privou, no total, 350 mil clientes de energia durante a madrugada, confirmou a EDP Distribuições.
Além das falhas
na electricidade, também as comunicações móveis ficaram afectadas com o mau tempo: foram detectadas várias avarias
nos serviços da Portugal Telecom (PT) em toda a zona Oeste.
No Cadaval, além da rede fixa da PT, nenhuma das redes
móveis se encontra operacional e no Bombarral apenas se consegue comunicar pela TMN.
No seguimento da «situação complicada»
principalmente em Torres Vedras e na Lourinhã, com a queda de árvores, desabamentos e encerramentos de estradas, como descreveu
o Governador Civil do distrito de Lisboa, estes dois concelhos activaram os planos de emergência municipais.
O vento,
que provocou a queda de árvores, a chuva ou a neve provocaram ainda corte de várias estradas nos distritos de Lisboa, Vila
Real, Guarda e Castelo Branco, revelou a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).
Também as barras marítimas
de Caminha, Douro, São Martinho do Porto e Faro foram encerradas à navegação devido à forte agitação marítima, de acordo com
informação da Marinha.
Não houve registo de vítimas, mas três homens ficaram agarrados a uma árvore em Castro Verde,
Beja, depois da subida da ribeira de Geraldos ter arrastado o carro em que seguiam, tendo sido já resgatados.
Entretanto,
o hospital de Torres Vedras revelou que não teve falhas de electricidade e de comunicações devido ao mau tempo, mas em caso
de necessidade seria accionado um gerador com autonomia máxima para 48 horas.
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