É algo com que o Governo Regional da Madeira parece não estar a conseguir lidar bem. No primeiro dia em que deixou de ser divulgada a estimativa de 42 mortos na sequência do temporal registado no passado sábado, voltou a haver algum desencontro de números.

A meio da tarde, o responsável pelo Ministério Público local informou a existência de 41 mortos, mas no final do dia a porta-voz do Governo só confirmou 40. Conceição Estudante adopta, então, a atitude mais conservadora, não querendo arriscar um único milímetro.

Na morgue instalada por debaixo do Aeroporto de Santa Cruz deram entrada 40 corpos, sendo que um outro deverá entrar até ao final do dia, depois de ter sido resgatada uma idosa de 80 anos no Pomar da Rocha (Ribeira Brava). Ainda assim, existe a dúvida se um dos outros corpos encontrados hoje na Ribeira Brava, e que há muito tempo estava localizado, entra nestas contas.

Quanto à confusão no número de mortos efectivos, o Instituto de Medicina Legal esclareceu que não existe ocultação de cadáveres. Quanto às etiquetas colocadas no cadáveres, referem-se a um número absoluto, registado desde o início do ano. Ou seja, a primeira vítima mortal do temporal de sábado levou a etiqueta com o número 64, sendo que continuam a morrer pessoas na Madeira não necessariamente por causa da tragédia agora ocorrida.

Segundo a responsável Cristina Fernandes, os números sequenciais que vão surgindo não são apenas de autópsias, mas também outra perícias médico-legais, como acidente laborais ou acidentes de viação.

Parques de estacionamento limpos

Quanto a outros dados fornecidos pelo Governo Regional, a lista de desaparecidos diminuiu agora para 18, enquanto que os trabalhos de remoção de destroços no centro do Funchal prossegue.

Os principais parques de estacionamento estão praticamente limpos. Assim acontece no Marina Shopping, Centro Comercial Oudinot e Anadia Shopping, onde «estão quase encerrados os trabalhos». Quanto ao «Dolce Vita», ainda está em «fase de avaliação».