O movimento «Cidadãos apoiam Gonçalo Amaral», ex-inspector da Judiciária que investigou o caso «Madeleine McCann», informou este sábado que colocou duas petições online para entregar na Assembleia da República, Parlamento Europeu e no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Em comunicado de imprensa, o movimento «Cidadãos apoiam Gonçalo Amaral» indica que já colocou duas petições na Internet e que o objectivo é «poiar o direito constitucional à Liberdade de Expressão, exercida de forma responsável e sem outros limites que não sejam os definidos na lei».

«A primeira iniciativa deste movimento consistiu em colocar duas petições online - uma destinada a cidadãos portugueses e estrangeiros residentes em Portugal, outra destinada a cidadãos estrangeiros, que pretendemos submeter, respectivamente, à Assembleia da República, ao Parlamento Europeu e ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem», lê-se na nota de imprensa enviada hoje à comunicação social.

O movimento «Cidadãos apoiam Gonçalo Amaral» surgiu depois da criação de um sítio na Internet intitulado «Projecto Justiça Gonçalo Amaral» e que tem o intuito de «restituir a Liberdade de Expressão» ao ex-inspector da Polícia Judiciária.

Segundo o movimento, Gonçalo Amaral «mais não fez do que publicar, em livro, o relato de uma investigação criminal: um relato baseado em factos, que traduz as conclusões de toda uma extensa equipa de investigadores, como resulta claro do próprio processo, já tornado público».

O livro de Gonçalo Amaral, «Maddie, a verdade da mentira», foi publicado em 2008, mas em Setembro deste ano o Tribunal Cível de Lisboa proibiu a venda do livro, cujo tema é o desaparecimento de Madeleine McCann.