Por: Redacção /Andreia Miranda | 22-04-2009 17: 30
Fernando Castro, presidente da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), faz um balanço de «muito trabalho, muito esforço e alguns resultados», nos dez anos de existência da associação em Portugal.
«Nestes dez anos, houve muito trabalho, muito entusiasmo e alguns resultados, entre eles o reconhecimento público e a adesão de empresas e de municípios», afirma Fernando Castro ao tvi24.pt.
Para comemorar a data até foi editado um hino de homenagem às famílias numerosas
Em relação às dificuldades sentidas há dez anos, o presidente da APFN revela que «eram igualmente difíceis». «As dificuldades de primeira ordem são as mesmas que há dez anos e podem ser resolvidas pelo governo central, que se mantém igualmente indiferente ao envelhecimento da população», afirma.
«O governo central não está a levar muito a sério a natalidade, nem a aplicar as medidas que a maioria dos países europeus adoptou», acrescenta Fernando Castro.
«Nada de essencial mudou»
Questionado pelo tvi24.pt sobre o que mudou nestes dez anos, o presidente da APFN revela que «muito pouco mudou»: «Nada de essencial mudou. Portugal é dos países em que o abono de família depende do estado civil dos pais», referindo que o governo português «deve dar aos pais portugueses um abono de família ao nível europeu, de pelo menos 100 euros, independentemente do rendimento e estado civil dos pais e da idade e número de filhos».
Numa época de crise torna-se mais complicado às famílias gerirem o seu orçamento. No entanto, Fernando Castro desvaloriza dizendo que «as famílias numerosas vivem em constante crise porque o estado tenta estrangulá-las constantemente».
«Não é por acaso que as famílias numerosas têm o maior índice de pobreza em Portugal (48%)», acrescenta.
Fernando Castro afirma ainda que a crise que se sente no país afecta principalmente «as famílias que viviam mais desafogadas», visto que todas as famílias numerosas vivem «com um aperto de cinto constante».
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1 COMENTÁRIO
Ler mais comentários | ComentarOlá
Que tipo de apoio existe a familias com trigémeos e quadrigemos?? É uma realidade familiar maravilhosa em que ninguem
entende o montante de despesas que implica. E apoios sociais são extremamente complicados, quando existentes. Seria tao bom
que a lei e a sociedade portuguesa considerassem estes casos e tivessem conhecimento que estes casos existem e sofrem por
falta de apoio social.
Se puderem lançar alguma informação publica sobre o assunto talvez fosse um alerta para estes
casos - raros mas que existem em Portugal
Até sempreMaria
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