A introdução do novo sistema europeu de contas, o SEC2010, penaliza o apuramento dos défices de 2010 e de 2011, mas tem um impacto positivo na contabilização dos défices dos dois anos seguintes, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), escreve a Lusa.

Défice deste ano deverá atingir 4,8%
 
De acordo com o Procedimento dos Défices Excessivos e com os Principais Agregados das Administrações Públicas, hoje divulgados pelo INE, em 2010, o défice orçamental foi de 9,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em SEC1995, o sistema de contas antigo, e de 11,2% em SEC2010, e, em 2011, o défice foi de 4,3% se apurado em SEC1995 e de 7,4% se apurado em SEC2010.

Já em 2012 e em 2013, a contabilização em SEC2010 beneficia o valor final do défice orçamental: em 2012, o défice foi de 6,5% se apurado em SEC1995 e de 5,5% se apurado em SEC2010 e, em 2013, o défice das administrações públicas foi de 5% se contabilizado em SEC1995 e de 4,9% se contabilizado segundo o novo sistema europeu de contas.

Estas alterações do apuramento dos défices orçamentais decorrem das especificidades metodológicas introduzidas com o SEC2010, nomeadamente, a alteração do perímetro das entidades que integram as administrações públicas, a diferente contabilização dos fundos de pensões e as alterações no registo de juros relativos a operações de swap.