Estreado na semana passada, «Eu, Frankenstein» retoma uma mitologia que já leva mais de um século no cinema. Um sinal de como a história do monstro, e do criador, continua a cativar geração atrás de geração.

Mesmo com abordagens diferentes, na base está sempre o mesmo clássico do terror que o Cinebox decidiu revisitar através de uma restrospetiva.

Já lá vão mais de cem anos desde a primeira vez que a história de Frankenstein foi adaptada para o cinema. Corria o ano de 1910 quando um filme mudo, do estúdio de Thomas Edison, deu vida à criatura no grande ecrã.

Mas a versão mais famosa que ficou para a história é a de 1931, em que Boris Karloff se torna para sempre a imagem de marca de Frankenstein.

«Frankenstein» foi de tal forma um sucesso que deu origem a várias sequelas nos anos que se seguiram, logo a começar por «A Noiva de Frankenstein» (1935).

A mesa elevada por correntes, as faíscas de eletricidade e o cientista louco passaram a fazer parte do imaginário da história e seriam repetidas em quase todas as versões posteriores, incluindo as paródias, em tom de homenagem, como «Frankenstein Júnior», de Mel Brooks, ou «Frankenweenie», de Tim Burton.

A cores, e do outro lado do Atlântico, surgiram, a partir dos anos 1950, as versões dos estúdios Hammer que viriam a marcar o cinema de terror nas décadas seguintes com um irreconhecível Christopher Lee no papel da criatura. Ele que mais tarde se tornaria famoso na pele do conde Drácula.

Nos anos 1970, até Andy Warhol decidiu produzir o seu próprio «Frankenstein» no cinema, numa versão de terror erótico com Udo Kier no papel do doutor Frankenstein.

E na década de '90 foi Francis Ford Coppola quem produziu o filme realizado e protagonizado por Kenneth Branagh, que pretendia ser uma versão mais fiel do clássico de Mary Shelley, e tinha Robert De Niro a interpretar a criatura.

Mais recentemente, em 2013, foram lançados mais dois filmes inspirados no mesmo imaginário: «The Frankenstein Theory», um falso documentário filmado no Alasca, e «Frankenstein's Army», que transporta a história para a Segunda Guerra Mundial e torna o monstro num projeto nazi.

Igualmente pouco ortodoxa é a versão que agora chega aos cinemas, de «Eu, Frankenstein», uma prova de que, de uma maneira ou de outra, Frankenstein continua vivo, pelo menos no grande ecrã.