O presidente norte-americano, Barack Obama, telefonou este domingo ao primeiro-ministro japonês, a prestar as suas condolências pela morte do seu cidadão às mãos do Estado Islâmico, noticia a Reuters. 

Um gesto já repetido pelo presidente francês, François Hollande. O chefe de Estado francês apresentou «as suas condolências ao Governo e ao povo do Japão, assim como à família da vítima», acrescenta o comunicado do Eliseu. 

«O Presidente da República condena veementemente o assassínio bárbaro do Sr. Haruna Yukawa, um japonês sequestrado por terroristas de Daech [designação do EI em árabe]», segundo um comunicado do Eliseu, difundido esta madrugada. 

Um vídeo difundido alegadamente pelo Estado Islâmico confirma a decapitação de um dos dois reféns japoneses, noticia a Reuters. 
 
O vídeo mostra o refém sobrevivente, Kenji Goto, a segurar uma fotografia que supostamente revela Haruna Yukawa já sem vida, enquanto se ouve Goto a acusar o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, da morte do compatriota .  

A mesma voz também reclama uma nova exigência. Os terroristas já não querem dinheiro em troca da vida de Kenji Goto, mas sim a «libertação da irmã Sajida Rishawi», detida na Jordânia, segundo cita a CNN.  

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, considerou elevada a credibilidade do vídeo que anuncia a execução de um cidadão japonês pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

«Examinámos atentamente as imagens e as análises continuam, mas, infelizmente, no momento atual, não podemos deixar de dizer que a sua credibilidade é elevada», afirmou o primeiro-ministro na televisão pública NHK, na madrugada deste domingo.

Shinzo Abe apresentou as suas condolências à família do japonês assassinado, Haruna Yukawa, e voltou a exigir a «libertação imediata» do outro refém, o jornalista Kenji Goto, provavelmente capturado pelo Estado Islâmico no final de outubro.