Ao início da manhã desta terça-feira, soaram novos alertas vindos do Fundo Monetário Internacional. Dirigem-se à economia global no seu todo, com alguns destaques para os Estados Unidos e para a Europa.

A partir de Frankfurt, a líder do FMI, Christine Lagarde, advertiu que, embora a economia mundial não esteja em crise, a recuperação está a ser "demasiado lenta e frágil" e que há risco de esta situação piorar. 

"A boa notícia é que a recuperação continua, temos crescimento, não estamos em crise. Estamos em alerta e não alarmados"

O que fazer? No entender da diretora do FMI, se os políticos puderem "atuar de forma conjunta, os efeitos positivos e a confiança global - assim como a economia global - serão substanciais". Defende que as economias avançadas devem impulsionar a investigação e as infra-estruturas de investimento, por um lado, sendo que os países em desenvolvimento deverão cortar os subsídios de energia e investir mais no plano social. 

O Fundo insta os Estados Unidos a aumentar o salário mínimo e a melhorar os impostos para os trabalhadores pobrez. 

Para a Europa, concretamente, Lagarde defende que as políticas de emprego e de formação profissional devem ser melhoradas.

Na semana passada, em relação a Portugal, o FMI mostrou-se bastante mais pessimista do que o Governo em relação ao défice e pediu um plano B, a que chamou "plano de contingência", sugerindo mesmo o caminho a seguir:  adiar o fim dos cortes salariais e da sobretaxa, medidas que o Executivo prometeu começar a aplicar ainda este ano. O Executivo de António Costa contestou as previsões nas quais o Fundo se basou para deixar estas advertências.