Portugal caiu duas posições no ranking mundial de competitividade, ficando em 38.º lugar, segundo a lista divulgada esta terça-feira pelo Fórum Económico Mundial, estando entre as dez economias desenvolvidas que ficaram em pior lugar.

De acordo com o Relatório de Competitividade Mundial 2015-2016, Portugal surge na posição número 38, uma classificação que coloca a economia portuguesa entre as dez economias desenvolvidas menos competitivas, juntamente com a Grécia (81), a Eslováquia (67), Chipre (65), Eslovénia (59), Malta (48), a Letónia (44), Itália (43), a Lituânia (36) e Espanha (33).

Este índice continua a ser liderado pela Suíça, por Singapura e pelos Estados Unidos. A Alemanha surge na quarta posição (subindo um lugar) e a Holanda fica em quinto lugar (subindo três posições). O top 10 inclui ainda o Japão, Hong Kong, a Finlândia, a Suécia e o Reino Unido.

No final da tabela estão a Guiné, o Chade, a Mauritânia, a Serra Leoa, o Burundi, o Malaui, o Haiti, Moçambique, a Venezuela e Myanmar.

O documento refere que "a maioria das economias desenvolvidas recuperou os seus níveis de competitividade antes da crise" e, tal como nos anos anteriores, ocupam todas os lugares de topo nos rankings.
 

"No entanto, permanecem algumas disparidades, com alguns países da Europa de Leste e do Sul a ocupar os lugares mais baixos" entre as economias desenvolvidas, sendo de destacar o caso da Grécia, que é "a economia menos competitiva deste grupo".


O acesso ao financiamento é "o principal obstáculo ao crescimento" nas economias desenvolvidas, com a exceção dos Estados Unidos, cujo nível de acesso ao financiamento já está próximo do verificado antes da crise.

Mas o financiamento da zona euro "é muito mais difícil" do que era há oito anos, sendo "um dos fatores mais importantes a abrandar o crescimento do continente".

O Fórum Económico Mundial aponta, por um lado, que, quase uma década de instabilidade económica e uma recessão prolongada "erodiram a confiança nas instituições públicas desde 2007" na maioria das economias desenvolvidas, "sobretudo na Europa do Sul", mas destaca, por outro lado, que "a qualidade das infraestruturas melhorou na Europa do Sul", tendo Itália apresentado o maior crescimento neste ponto.

O relatório, que vai ser apresentado esta manhã em Lisboa, dá conta da "emergência de uma divisão na Europa" entre os países reformistas e os outros países.
 

"Em França, na Irlanda, em Itália, em Portugal e em Espanha, observamos melhorias significativas nas áreas da competitividade do mercado e da eficiência do mercado de trabalho, devido às reformas que estes países implementaram. Por oposição, Chipre e a Grécia falharam na melhoria destes pilares".