Mostrar que é possível construir com respeito pelo ambiente, fazendo o aproveitamento máximo de todos os recursos naturais e reciclando a maioria dos resíduos produzidos, é o objectivo principal do Edifício Verde, a próxima sede nacional da Quercus, refere a Lusa.

O projecto, apresentado hoje no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, irá ocupar a antiga estação de comboios de Sacavém e, como explicou à Lusa o presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus), pretende ser um espaço demonstrativo de construção sustentável.

"Num momento em que se fala muito da necessidade de economia de recursos, economia de energia e economia também do próprio funcionamento dos espaços, o projecto Edifico Verde tem um grande objectivo na área da demonstração de que é possível nós termos menores consumos de energia no funcionamento dos edifícios", explicou Hélder Spínola.

De acordo com o presidente da associação ambientalista, o respeito pelo ambiente passa pela utilização de materiais viáveis do ponto de vista económico, mas ao mesmo tempo que reduzam a pegada ecológica com custos ambientais mais baixos, e passa igualmente por uma escolha "muito criteriosa" das soluções a aplicar para reduzir o consumo de água, reaproveitar águas residuais ou fazer uma "gestão adequada" dos resíduos produzidos.

Em termos ambientais, o objectivo é que o edifício seja "autónomo em termos energéticos e ter um aproveitamento da água utilizada para fins não potáveis.

"Pretende-se também reutilizar ou reciclar mais de 90 por cento dos resíduos que são ali produzidos, quer do ponto de vista de desenvolvimento da obra, quer do ponto de vista do funcionamento do edifício", adiantou Hélder Spínola.

Das contas que a Quercus já fez, o projecto poderá custar perto de um milhão de euros, valor a repartir pelos vários parceiros que a associação ambientalista espera conseguir envolver na obra.

Para já, o edifício, a antiga estação de comboios, foi cedido pela Refer, o projecto de arquitectura foi desenvolvido pela ARX Portugal Arquitectos e nas mãos do Grupo SGS Portugal ficou a responsabilidade da certificação da sustentabilidade da construção da futura sede da Quercus, não havendo ainda empresa que assuma as obras de reconstrução.