É um projeto irreverente, mas que pode ganhar os seus adeptos. A «The Worst Tours» é uma agência de viagens informal que surgiu esta semana na cidade do Porto. Autodenomina-se «a pior agência de passeios do mundo (ou pelo menos da cidade)» e tem o prazer de convidar toda a gente a visitar a cidade. O site está quase exclusivamente em inglês e tem como alvo precisamente os cada vez mais turistas que visitam a Invicta.

«A The Worst Tours surge como micro-resposta ao êxodo forçado, à austeridade e à destruição económica neoliberal. A arquitectura morreu (nós não somos guias, somos arquitectos) mas os edifícios continuam aí para os apreciarmos. Há tascas e associações e hortas e centros comunitários e escolas e bairros e ruas e tascas e miradouros e praias e cafés e concertos e praças para conhecer», escrevem os autores da ideia.

Assumem que estão «à caça de turistas», por isso a preferência pela língua inglesa, mas terão todo o gosto em abrir exceções a cidadãos nacionais. «Há uma enormidade de gente que conhece Londres e Paris mas nunca veio ao Porto, parece impossível». Sim, é verdade e facilmente comprovável a Sul.

Para participar no passeio basta preencher o formulário de contacto, onde tem de ser descrito se já conhece a cidade e que sítios gostaria de descobrir. Também há tours já definidos para mostrar «a cidade mai linda do mundo».

O ponto de encontro é o jardim do Marquês de Pombal, com a facilidade de ter estação de metro (linha amarela) e porque também está numa zona alta da cidade. Os passeios sãofeitos a pé, por isso o conselho: «Tragam sapatilhas (ténis é um desporto, caros alfacinhas), um guarda chuva, um Andante (bilhete recarregável para os transportes públicos, azul), um amigo (ou dois!), uma camisola quentinha e uma máquinha fotográfica. Ou não».

O preço das visitas é livre. «Se não tiverem dinheiro, venham na mesma (se tiverem, porreiro, que os nossos não guias têm contas para pagar, como toda a gente). E recomendem aos amigos de fora, se a experiência não for demasiado má», dizem, não escondendo que esta pode ser uma forma de subsistência.

Se não conhece o Porto, contacte-os aqui. Se conhece e quer experimentar estes passeios, vá ao Facebooke também lá encontra informações. Arrisque, a Isabel, a Gui e o Pedro prometem surpreendê-lo.