A Euronext Lisbon mantêm a tendência de ganhos a meio da sessão, com o grupo Sonae a suportar.

A nível doméstico, o índice PSI20 ganha 0,81 por cento para os 6.095,37 pontos, com 16 títulos em alta, um estável e três em queda.

Na Europa, as praças já inverteram o sentimento e seguem a negociar em terreno negativo. A única excepção é a bolsa de Frankfurt que soma uns ligeiros 0,09%.

Em Lisboa, a brilhar estão todas as empresas da família Azevedo. A Sonae Indústria dispara 4,6% para 1,45 euros e a Sonaecom trepa 2,99% para 1,23 euros, a reflectir o facto dos seus resultados referentes a 2008 terem sido melhores do que o esperado.

Também a Sonae SGPS escala 1,66% para os 0,49 euros, depois de ter anunciado esta quarta-feira lucros, relativos a 2008, que caíram 70,9% para 80 milhões de euros, com a empresa liderada por Paulo Azevedo a ser penalizada pelos prejuízos de 116,1 milhões de euros da sua participada Sonae Sierra.

Recorde-se que as acções da empresa chegaram a ser suspensas esta manhã durante cerca de meia-hora. Poucos minutos depois das 10h00, a CMVM suspendeu as acções da Sonae e explicou que aguardava a divulgação de informação privilegiada por parte da empresa, que deveria ter apresentado contas antes da abertura do mercado.

Cimpor avança depois de resultados

Na banca, o BES ganha 2,84% para os 5,59 euros, no último dia em que as acções negociam com direito a participar no aumento de capital. O BPI também avança 1,38% para os 1,53 euros mas o BCP segue estável nos 0,61 euros. Recorde-se que hoje o jornal «Diário Económico» diz que os aliados de Jardim Gonçalves procuram lugares na administração do banco.

A ajudar aos ganhos está ainda a Jerónimo Martins que avança 3,63% para os 3,73 euros e a Cimpor que trepa 1,64% para os 3,39 euros, depois de ontem a empresa ter anunciado que os seus lucros caíram 28% para 219,4 milhões, em 2008, uma quebra inferior ao esperado pelos analistas.

A puxar para cima está também a EDP que soma 0,89% para os 2,60 euros e a Galp que avança 1,27% para os 8,82 euros, a contrariar a tendência de descida do petróleo nos mercados internacionais.

A impedir a bolsa de maiores subidas está a Mota-engil que recua 2,51% para os 2,33 euros e a EDP Renováveis que cai 0,33% para os 5,92 euros, no dia em que a empresa revelou que comprou a empresa de energia eólica Elebrás Projetos, no Brasil, por 2,1 milhões de euros.

Em silencio segue a Portugal Telecom nos 5,86 euros.

Nos Estados Unidos, as bolsas seguem a negociar em queda. O Dow Jones perde 1,41% e o índice tecnológico, Nasdaq, recua 0,6%.