A Bolsa nacional segue a negociar em alta, com destaque para as empresas da família Azevedo.

O índice PSI20 avança 0,98 por cento para os 6.105,22 pontos, com 14 das 20 empresas cotadas a transaccionarem em terreno positivo.

Na Europa, as bolsas seguem com tendência positiva, à excepção da praça de Londres que recua 0,3%. Ontem os mercados norte-americanos encerram com fortes ganhos.

Por cá, o destaque da sessão vai para as empresas da família Azevedo. A Sonae Indústria dispara 5,9% para os 1,47 euros e a Sonaecom trepa 3,16% para os 1,24 euros, a reflectir o facto dos seus resultados referentes a 2008 terem sido melhores do que o esperado.

Já as acções da Sonae SGPS, que estiveram suspensas esta manhã durante cerca de 30 minutos, seguem agora a disparar 3,32% para os 0,49 euros. A empresa anunciou esta quarta-feira que os lucros de 2008 desceram 70,9% para 80 milhões de euros, com a empresa liderada por Paulo Azevedo a ser penalizada pelos prejuízos de 116,1 milhões de euros da sua participada Sonae Sierra.

Recorde-se que às 10h03, a CMVM suspendeu as acções da empresa liderada por Paulo Azevedo e explicou que aguardava a divulgação de informação privilegiada por parte da empresa, que deveria ter apresentado contas antes da abertura do mercado. Antes de serem suspensas de negociação, as acções da Sonae SGPS somavam 0,83% para os 0,48 euros.

A puxar para cima está a EDP que trepa 1,04% para os 2,60 euros e a Galp que soma 0,12% para os 8,72 euros, a contrariar a tendência de descida do petróleo nos mercados internacionais.

Já a EDP Renováveis contraria ao perder 0,16% para os 5,93 euros, no dia em que a empresa revelou que a sua subsidiária brasileira acordou a compra da empresa brasileira Elebrás por 2,08 milhões de euros.

Na banca, o BES ganha 1,65% para os 5,53 euros e o BCP valoriza 0,64% para os 0,62 euros, no dia em o jornal «Diário Económico» diz que os aliados de Jardim Gonçalves procuram lugares na administração do banco. Já o BPI escala 2,3% para os 1,55 euros.

Nota para os títulos da Cimpor que disparam 3,62% para os 3,46 euros, depois de ontem a empresa ter anunciado que os seus lucros caíram 28% para 219,4 milhões, em 2008, uma quebra inferior ao esperado pelos analistas.