O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, defendeu este sábado, em Arcos de Valdevez, que é necessário, "sem perda de tempo", adotar políticas que contrariem a recessão demográfica do país.

"Este não é um problema do partido A ou do partido B, do governo X ou Y, mas sim problema da nossa sociedade e de Portugal", afirmou Passos Coelho durante a inauguração de obras de remodelação do Paço de Giela, um monumento nacional que corria risco de ruína.

"O que nos interessa ter tudo equilibradinho e não ter pessoas, não ter o nosso território habitado, não ter um mercado com dinâmica para crescer e não ter ativos que possam valer àqueles que estão a viver a sua reforma e a precisar de ter segurança nas prestações, no seguro que a sociedade lhes deve e para o qual contribuíram?", questionou.


Para o primeiro-ministro, o combate à regressão demográfica deve envolver toda a sociedade, independentemente das "extrações políticas" de cada um.

Passos Coelho disse que o Governo já está a trabalhar "há algum tempo" para inverter a tendência, mas admitiu que é necessário mais e afirmou ser necessário construir "uma sociedade mais amiga das famílias e ir além do que o que se fez até hoje".

Numa referência ao Paço de Giela, Passos Coelho disse que há em Portugal vários monumentos que correm igual risco "ou que para lá caminham", mas lembrou que o novo quadro comunitário há fundos específicos para obras de recuperação daquele património.