O primeiro-ministro, António Costa, considerou esta quinta-feira “difícil alguém encontrar um bom motivo” para que o Governo não prossiga a mesma política dos últimos três anos, questionado sobre a aprovação do próximo Orçamento do Estado.

Há uma ideia simples que costumo repetir: quando estamos no bom caminho, o que devemos fazer? Prosseguir no bom caminho”, defendeu Costa aos jornalistas, no final do primeiro dia da visita oficial a Moçambique.

Questionado se esta deslocação de dois dias o faz esquecer a atualidade nacional, o primeiro-ministro respondeu que esta “é inesquecível” e que também não tem qualquer motivo particular para a procurar esquecer.

É uma atualidade boa, estamos a crescer no plano económico; no plano político, vivemos um período de estabilidade política; a única má notícia foi, enfim, não termos passado dos oitavos de final do mundial, não vamos ficar a chorar até ao fim da vida”, afirmou, referindo-se à seleção nacional de futebol.

Questionado como classifica a posição do PSD de que “tendencialmente” votará contra o próximo orçamento, afirmada pelo líder parlamentar Fernando Negrão, António Costa disse não ter tido qualquer surpresa.

Eu não sei qual é a surpresa, o PSD votou sempre contra todos os orçamentos, não temos expectativa que altere o seu voto”, disse.

Sobre se, nessa perspetiva, terão de ser os parceiros PCP, BE e PEV a aprovar o documento, Costa salientou que a base parlamentar de apoio do Governo tem conseguido aprovar “orçamento após orçamento com bons resultados” e nenhum careceu de retificativo, resultando em dados como o crescimento económico, a redução do desemprego ou o défice mais baixo da democracia.

Acho que é difícil alguém encontrar um bom motivo para não prosseguirmos nos próximos anos aquilo que é a política que temos vindo a seguir nos últimos três anos e produzido bons resultados”, defendeu.