O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento de 2,9% na economia mundial este ano e de 3,6% no ano que vem.

As novas projeções, inscritas no «World Economic Outlook», são piores do que as que o Fundo avançou em julho.

Os países emergentes registarão as taxas mais acentuadas de crescimento, em média de 4,5% este ano (em vez dos 5% estimados há três meses) e de 5,1% em 2014 (em vez dos 5,5%).

Já os países desenvolvidos deverão crescer 1,2% este ano e 2% em 2014, o mesmo que se previa em julho. Neste grupo, a exceção é a Zona Euro, que ainda deverá registar uma contração de 0,4% este ano. Para o Japão, o FMi prevê uma expansão de 2% e para os Estados Unidos de 1,6%.

No ano que vem, a Zona Euro deverá sair da recessão, registando já um crescimento de 1%. O Japão deverá abrandar para 1,2% e os EUA acelerar para 2,6%.

«O crescimento global ainda é fraco, as suas dinâmicas estão a mudar e os riscos às previsões continuam descendentes», alerta o FMI no relatório.

O documento faz referência a «velhos problemas» que vão manter-se e gerar novas questões, como a fragmentação do sistema financeiro na zona euro e os elevados níveis de dívida pública nas economias desenvolvidas.

Um dos conselhos deixados à área do euro passa pela criação de uma «união monetária mais forte» e pela «limpeza do sistema financeiro».

Os EUA e o Japão, por seu lado, devem desenvolver e implementar «planos fortes com medidas concretas para o ajustamento orçamental no médio prazo e com reformas dos direitos adquiridos». Já os países emergentes, necessitam de uma nova ronda de reformas estruturais.