Foi uma sessão positiva para a maioria das praças europeias, incluindo a lisboeta. O índice PSI20 fechou em alta de 0,76% para 6.028,91 pontos, acabando a semana por se saldar num ganho de 4,3%.

A impulsionar os ganhos da praça nacional estiveram os títulos da banca, a Jerónimo Martins e ainda a Galp Energia.

O sector financeiro viveu um bom dia, a nível europeu, com o sector a recuperar nos últimos dias depois da desvalorização registada nos últimos meses. O facto de grandes bancos norte-americanos terem registado ganhos acima do esperado, animou o sector. O BES foi a estrela da sessão, ao valorizar-se 6,88% para 5,59 euros. O banco terá os seus accionistas reunidos em assembleia-geral na próxima segunda-feira, dia 16, para votarem o aumento de capital do banco, de 1,2 mil milhões de euros.

O presidente do BES, Ricardo Salgado, falou a um jornal espanhol, afirmando que a crise económica não desmotiva os planos de expansão do banco no país vizinho.

No mesmo sector, o BPI subiu 0,88% para 1,49 euros e o BCP 0,78% para 0,65 euros.

Nota positiva ainda para a Jerónimo Martins, o segundo título que mais valorizou. A distribuidora recupera após ter apresentado resultados em 2008 acima das expectativas. Recuperou 5,28% para 3,63 euros.

Galp com tendência para valorizar a curto prazo

Na energia, a EDP teve um comportamento desviante, ao encerrar em queda de 1,16% para 2,56 euros. Já a Galp Energia subiu 1,87% para 8,72 euros, e a EDP Renováveis 0,84% para 5,79 euros. A petrolífera foi alvo de comentários positivos por parte dos analistas, que consideram que a sua tendência no curto prazo é para subir em bolsa.

Nas telecomunicações, a PT também foi uma das empresas que impediram maiores ganhos na praça, ao descer 1,97% para 5,81 euros.

No resto da Europa, o dia foi maioritariamente positivo, também graças ao sector financeiro. O IBEX espanhol subiu 1,19%, o CAC francês 0,42% e o FTSE inglês 1,12%. Apenas o DAX alemão recuou 0,07%.

Nos EUA, os mercados abriram mistos, impulsionados pelo aumento da confiança dos consumidores, mas seguem agora em queda, com os economistas a defenderem que será necessário um novo pacote de medidas de estímulo à economia.