A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, acusou na passada segunda-feira o Governo de estar a adiar o pagamento das suas dívidas às empresas por motivos exclusivamente eleitorais, refere a Lusa.

«Não consigo desligar este adiamento do pagamento das dívidas do facto de haver eleições em Junho», afirmou, considerando que «o anúncio recente de que este processo foi adiado para Maio/Junho» é sinal disso mesmo.

A «loucura» dos Grandes investimentos

Para a líder social-democrata, «isto é a primeira prestação. A segunda, está-se mesmo a ver, será em finais de Setembro», disse.

Afirmando que não pode «de forma nenhuma estar de acordo» com esta estratégia, Manuela Ferreira Leite considerou que «não é possível fazer política e resolver os problemas do País na base de calendários eleitorais».

Que contas fez o Governo?

«Nem é possível resolver os problemas do País com base em técnicas que podem dar muitos votos mas poucos benefícios trazem aos cidadãos. Não tenho dúvidas de que se o pagamento das dívidas for adiado para Maio/Junho e Setembro muitas empresas já não sobrevivem nesses momentos», afirmou.

Manuela Ferreira Leite falava num jantar da Assembleia-Geral da Associação Comercial do Porto, tendo interrompido a defesa das propostas do PSD para ultrapassar a crise para, como disse, pedindo desculpa, «introduzir um elemento de natureza política» no seu discurso e criticar a estratégia eleitoral do Governo.