O Banco Comercial Português (BCP) vai proceder a um corte radical nas remunerações dos seus órgãos sociais. Com a proposta de extinção do Conselho Superior (CS) e a aprovação da proposta de remunerações para o Conselho Geral e de Supervisão (CGS) o banco vai poupar mais de três milhões de euros já este ano. Só o presidente deste órgão ganhava 360 mil euros por ano, para participar em quatro reuniões. Um ganho de 90 mil euros por reunião, avança o «Diário de Notícias» na edição deste domingo.

As propostas à assembleia geral de dia 30 deste mês foram já publicadas e são assinadas por alguns dos maiores accionistas do BCP, ou seja, Sonangol, Joe Berardo, EDP, Sogema e Investifino.

Grupo quer reduzir 50% das remunerações

Mas este grupo de accionistas está a trabalhar para contar com mais apoios, entre eles a Eureko. É um trabalho liderado pelo presidente do Conselho de Remunerações. Joe Berardo, em declarações ontem ao DN, disse apenas disse que «estamos todos a trabalhar nisso».

Além da já conhecida proposta de extinção do CS, este grupo de accionistas quer reduzir para 50% as remunerações do CGS, que deverá ser substituído por membros designados por estes proponentes. Luís Champalimaud é o presidente proposto, uma escolha que coincide com o afastamento dos membros ainda afectos a Jardim Gonçalves.